Liz Carmouche foi direto ao ponto.
Após finalizar Viviane Araujo com uma guilhotina no co-evento principal do PFL San Diego, a primeira mulher a competir em uma luta do UFC foi questionada sobre o motivo da categoria peso-galo feminino não ter mais o mesmo apelo que tinha durante o auge de Ronda Rousey. Carmouche, agora na categoria peso-mosca e anos depois de sua disputa de título contra Rousey em 2013, não atribuiu a queda de popularidade à habilidade, à escolha de adversários ou à falta de lutadoras de alto nível.
Ela atribuiu isso ao lado comercial das lutas. Na visão de Carmouche, a categoria de 135 libras (61 kg) carece do tipo de rosto comercializável que os promotores adoram promover, e o público do MMA ainda recompensa, com muita frequência, a apresentação em detrimento do currículo.

O debate sobre a categoria peso-galo feminino recoloca Liz Carmouche na conversa do UFC.
Carmouche pode falar sobre isso sem precisar recorrer à credibilidade de ninguém. Ela estava do outro lado do octógono de Rousey quando o UFC ainda estava descobrindo o potencial do MMA feminino em uma grande plataforma. Mais de uma década depois, após uma carreira que passou pelo Bellator e pelo PFL, sua visão sobre o problema da categoria peso-galo do UFC faz sentido porque ela acompanhou a divisão em seu auge.
O ponto incômodo da resposta dela não foi a falta de talento na categoria peso galo. Foi que, na visão dela, a categoria carece de uma lutadora que a indústria queira vender. Carmouche disse que uma "garota bonita" pode mudar o clima de uma divisão, enquanto atletas com aparência mais masculina são mais difíceis de serem comercializadas para o público principal do MMA feminino. Esse é um diagnóstico sombrio, mas também um lembrete de que o esporte ainda exige que as lutadoras vençam duas vezes: uma no octógono e outra no mercado.
Luana Santos vê o mesmo silêncio de dentro de seus 61 quilos (135 libras).
Luana Santos , recém-saída de uma vitória sobre Karol Rosa no UFC Fight Night: Kape vs. Horiguchi 2, abordou a questão de dentro do UFC. Ela não está alarmando o UFC sobre o fim da categoria peso-galo, mas admitiu que o grupo precisa de um novo nome que faça as pessoas pararem de rolar o feed. Para Santos, o possível retorno de Amanda Nunes e o auge de Kayla Harrison são os nomes mais óbvios, enquanto todos os outros precisam vencer, se manifestar e criar demanda.
- Liz Carmouche desafiou Ronda Rousey pelo título peso-galo feminino do UFC em 2013.
- Carmouche agora luta na categoria peso-mosca e finalizou Viviane Araujo no PFL San Diego.
- Luana Santos derrotou Karol Rosa no UFC Fight Night: Kape x Karol Rosa Horiguchi
- Santos acredita que a categoria de 135 libras precisa de competidores mais expressivos, em vez de outra divisão silenciosa acima dela.

O peso galo feminino do UFC precisa de desafiantes, não de nostalgia.
A explicação mais simples é atribuir cada má fase na categoria dos galos à ressaca de Rousey. Isso subestima a divisão. A categoria dos galos sobreviveu à saída de Rousey e depois teve Amanda Nunes como uma das campeãs mais consagradas da história do MMA. A questão atual é diferente: não há pressão pública suficiente em torno da próxima geração de lutadoras, e sem pressão, o UFC tem poucos motivos para considerar lutadoras comuns como ameaças urgentes ao título.
Santos tem razão em ser cético quanto à possibilidade de a categoria peso-pena ser um plano de resgate. A categoria feminina de 145 kg do UFC nunca foi ativa o suficiente para se parecer com um verdadeiro celeiro de talentos, e reabri-la não criaria automaticamente novas adversárias ou novas histórias. O próximo passo é mais duro, porém mais claro: as lutadoras da categoria peso-galo precisam transformar vitórias em vantagem, porque uma lutadora discreta em meio a um noticiário intenso se torna apenas ruído de fundo. Se Nunes retornar ou Harrison continuar sendo peça central na disputa pelo cinturão, o restante da categoria até 135 kg ainda precisa de alguém que consiga fazer com que uma luta eliminatória pelo título pareça um evento memorável.
| Figura | Relevância atual para 135 libras |
|---|---|
| Liz Carmouche | Pioneiro do UFC cujos comentários sobre a PFL reabriram o debate de marketing. |
| Ronda Rousey | A primeira estrela da categoria peso-galo feminino do UFC e adversária de Carmouche em 2013. |
| Amanda Nunes | Ex-campeão dominante, cujo possível retorno continua sendo um dos principais assuntos em pauta. |
| Kayla Harrison | Nome de elite na categoria peso galo, com Santos questionando por quanto tempo conseguirá manter o peso de 135 libras. |
| Luana santos | A recente vencedora do prêmio Karol Rosa pede mais ação das concorrentes. |
| Norma Dumont | Citado por Santos como alguém que fala sem rodeios, apesar de vir de uma derrota no cenário atual. |
Os comentários de Carmouche incomodam porque trazem à tona uma antiga contradição do MMA: espera-se que as mulheres sejam lutadoras de elite e produtos comercializáveis, e essa ordem muda sempre que convém ao promotor. Uma promoção mais saudável da categoria peso-galo seria construída com base em performances, rivalidades e riscos, em vez de um filtro de concurso de beleza. A vitória mais recente de Carmouche foi uma finalização por guilhotina sobre Viviane Araujo no PFL San Diego.
Conversa de briga
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