Tommy McMillen já conquistou o bônus de Performance da Noite em suas duas primeiras lutas no UFC. No Noche UFC, em 12 de setembro, em Glendale, Arizona, o peso-galo invicto tentará conquistar o tricampeonato ao enfrentar outro prospecto invicto, Marwan Rahiki. A escolha do adversário é crucial para o desafio: McMillen não está apenas participando de um card temático, mas arriscando seu cartel de 11-0 contra um lutador que chega ao evento com 9-0.
A confiança de McMillen vem de uma carreira construída em torno de finalizações. Dez de suas 11 vitórias profissionais terminaram antes do tempo regulamentar, divididas igualmente entre cinco nocautes e cinco finalizações. Suas duas primeiras vitórias no UFC foram por nocaute e ambas lhe renderam um bônus de US$ 50,000. Em vez de considerar esse sucesso inicial como garantia, ele fez de outro bônus o objetivo imediato para Glendale.

McMillen quer um terceiro bônus consecutivo
A ambição de McMillen condiz com seu estilo de luta desde que entrou para o plantel. Ele não se adaptou ao UFC com performances de baixo risco. Ele busca causar dano, confia em sua capacidade de manter um ritmo intenso e acredita que uma finalização espetacular é o argumento mais forte que pode usar para alcançar uma posição melhor na divisão. Dois bônus já recompensaram essa abordagem, mas Rahiki representa um novo desafio, pois nenhum dos dois lutadores ainda sofreu uma derrota profissional.
A performance mais recente de McMillen mostrou que seu poder ofensivo não se limita a uma única sequência de finalização repentina. A cobertura do UFC creditou a ele 252 golpes significativos contra Alberto Montes, um total de três rounds que superou a marca anterior do UFC, associada a Nate Diaz. Esse número reflete pressão constante tanto quanto potência. Também explica por que McMillen fala sobre bônus com tanta confiança: ele produziu tanto dano rápido quanto volume prolongado em sua curta trajetória no UFC.
Ainda existe o risco de tornar a recompensa parte do objetivo. Buscar um momento dramático de forma muito agressiva pode criar brechas, especialmente contra um oponente que construiu um cartel de 9-0. McMillen precisa transformar sua urgência habitual em um ataque controlado, em vez de tratar Rahiki como um mero figurante para mais um lance espetacular. O bônus será decidido após a luta; primeiro, é preciso vencer o confronto.
Rahiki faz a diferença no agendamento do UFC para a noite.
Rahiki dá ao combate um toque mais intenso do que a sequência de vitórias de McMillen por si só. Ambos os lutadores chegam invictos, e um desses recordes mudará a menos que a luta termine em empate ou sem resultado. Para McMillen, isso significa que Glendale é uma chance de mostrar que suas duas primeiras finalizações no UFC foram o início de uma ascensão, e não apenas uma sequência de vitórias por causa de um casamento de adversários favorável. Para Rahiki, é a oportunidade de derrotar um dos finalizadores mais promissores da divisão.
McMillen também manteve um certo nível de leveza em relação à pressão. Ele já falou sobre comemorar com sushi e sobre gostar da atenção gerada por seu estilo agressivo. Por trás dessa personalidade, existe um treinamento sério na Red Hawk Academy, onde ele treina no mesmo ambiente que Tim Welch e Sean O'Malley. A academia tem experiência em preparar lutadores para momentos importantes na categoria peso-galo, mas McMillen ainda precisa tomar suas próprias decisões quando o octógono se fecha.
- McMillen tem um cartel de 11-0 com 10 finalizações e conquistou um bônus em cada uma de suas duas primeiras lutas no UFC.
- Ele enfrentará Marwan Rahiki, que possui um cartel de 9-0, no Noche UFC em Glendale, no dia 12 de setembro.

| Fator da Noite do UFC | Detalhe |
|---|---|
| GRAVAÇÕES | McMillen entra com um cartel de 11-0; Rahiki entra com um cartel de 9-0. |
| Início de McMillen no UFC | Duas vitórias por nocaute e dois bônus de Melhor Performance da Noite. |
| Fim de carreira | Cinco nocautes e cinco finalizações em 11 vitórias profissionais. |
Um terceiro bônus daria a McMillen uma rara sequência de vitórias, mas o ponto forte dessa luta é o adversário que o separa dessa recompensa. Rahiki chega invicto e não tem motivos para se deixar influenciar pelos planos de McMillen. Se McMillen conseguir manter o ritmo, finalizar mais um adversário e chegar a 12-0, a questão do bônus virá naturalmente. Até lá, o Noche UFC é, antes de tudo, uma luta entre um prospecto invicto.
Fontes: UFC.com; MMA Fighting
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