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Lutadores do UFC não recebem pagamento

UFC Hype Brasil

A Hype Fighting agora enfrenta um problema sério depois que dois eventos no Brasil deixaram os lutadores com a mesma pergunta: onde está o dinheiro?

Diversos lutadores e membros da equipe afirmam não terem recebido pagamento pelos eventos do Hype Brazil realizados em março e abril. A lista inclui lutadores do card preliminar, funcionários do evento e vários nomes conhecidos pelos fãs do UFC. Arman Tsarukyan, Muhammad Mokaev, Jean Silva e Marlon Vera estiveram todos ligados a esses eventos.

Esta não é uma reclamação insignificante de um lutador insatisfeito. Uma nova investigação contatou 17 lutadores dos dois eventos, e todos eles afirmaram não ter recebido o pagamento. Alguns lutadores esperavam bolsas pequenas. Outros tinham valores muito maiores a receber. O resultado é o mesmo: o dinheiro não chegou na data prevista.

Tsarukyan

O evento de março no Rio de Janeiro teve como luta principal o confronto entre Arman Tsarukyan e Muhammad Mokaev, em uma luta de grappling. O evento de abril em São Paulo contou com Jean Silva contra Marlon Vera. São nomes de peso para uma nova promoção que tenta se firmar no mercado. Por isso, as alegações de falta de pagamento têm um impacto ainda maior.

Lutadores dizem que o prazo passou

Os contratos supostamente davam à Hype 30 dias úteis para pagar os lutadores após cada evento. Esse prazo já expirou para o evento de março. O prazo para o evento de abril também expirou em 20 de maio.

Essa é a parte que mais importa para os lutadores. Eles compareceram, bateram o peso, promoveram o evento, competiram e esperaram. Agora, ainda estão atrás do pagamento depois que as datas dos contratos já passaram.

Alguns lutadores tornaram a situação ainda mais desagradável nas redes sociais. Segundo o relatório, representantes da Hype avisaram alguns atletas que o pagamento poderia ser retido caso eles não apagassem as postagens. Alguns lutadores também receberam ofertas para participar de eventos futuros em vez do dinheiro que já lhes era devido.

Para os lutadores, essa não é uma resposta real. Uma luta futura não paga pelo período de treinamento já realizado. Não cobre treinadores, passagens aéreas, alimentação, custos médicos ou semanas de preparação. Os lutadores assumem o risco primeiro. O pagamento deve vir depois.

  • A Hype Brazil realizou eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
  • Todos os 17 lutadores contatados disseram que não haviam recebido pagamento.
  • Arman Tsarukyan, Muhammad Mokaev, Jean Silva e Marlon Vera estavam ligados aos cartões.
  • Os contratos supostamente previam pagamento em até 30 dias úteis.
  • Alguns lutadores disseram ter sofrido pressão para apagar denúncias públicas.

Mokaev

Grandes nomes deram mais força às cartas.

A Hype Brazil usou nomes reconhecidos do MMA para dar importância aos eventos.

Tsarukyan é um dos pesos-leves mais fortes do UFC. Mokaev continua sendo um nome conhecido na categoria peso-mosca. Jean Silva conquistou a simpatia dos fãs do UFC por seu estilo e confiança. Marlon Vera é um ex-desafiante ao título do UFC com uma grande base de fãs.

Esses nomes ajudam a vender um evento. Eles geram vídeos, posts, atenção da imprensa e interesse dos fãs. Mas quando uma promotora contrata lutadores com nomes de peso, também precisa lidar corretamente com a parte básica: pagar os lutadores.

O problema também afeta nomes menos conhecidos nos mesmos eventos. Eles não têm a mesma visibilidade que uma estrela do UFC, mas o dinheiro pode ser ainda mais importante para eles. Alguns lutadores de boxe sem luvas teriam recebido apenas US$ 500. Para um lutador no início da carreira, até essa quantia pode ser significativa.

Edição Hype Brasil Detalhe atual
Eventos envolvidos Cartão de março no Rio de Janeiro e cartão de abril em São Paulo
Combatentes contatados Dezessete lutadores disseram que não receberam pagamento.
Nomes conhecidos Arman Tsarukyan, Muhammad Mokaev, Jean Silva, Marlon Vera
prazo de pagamento 30 dias úteis após cada evento
Resposta à promoção A Hype Fighting se recusou a comentar.

A Hype agora tem um problema de confiança.

Esse tipo de história pode prejudicar uma promoção rapidamente.

A Hype queria chamar a atenção contratando lutadores reconhecidos e promovendo eventos no Brasil. Conseguiu atenção, mas agora a discussão gira em torno dos atletas não remunerados. Essa é uma história muito mais difícil de resolver do que um card de lutas fraco.

Os esportes de combate já exigem muito dos lutadores. Eles treinam por semanas, sofrem lesões, viajam, cortam peso e colocam seus nomes em jogo. Se o pagamento se torna incerto, todo o evento começa a parecer inseguro para os atletas, mesmo que as lutas em si sejam reais.

O silêncio da Hype não ajuda. Enquanto os lutadores continuam esperando e a organização não se pronuncia publicamente, a história se complica. Cada dia sem pagamento só piora a situação.

Para os fãs do UFC, os maiores nomes atrairão os primeiros cliques. Tsarukyan, Mokaev, Silva e Vera tornam a história fácil de notar. Mas a verdadeira questão é maior do que os lutadores famosos. Trata-se de saber se os atletas nesses eventos podem confiar que um contrato significa alguma coisa depois que o show termina.

Enquanto os lutadores não forem pagos, a Hype Brasil enfrenta um problema que nenhum pôster ou card futuro poderá esconder. A promotora contratou nomes conhecidos. Agora, precisa cumprir a parte mais simples do acordo.

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