Alexandre Pantoja entrou na revanche com Joshua Van no UFC 331 com o objetivo de mudar a história deixada pelo primeiro encontro entre os dois. Dez meses antes, Van tinha vencido por TKO em 26 segundos depois de Pantoja deslocar o cotovelo numa queda desajeitada ao tapete. Pantoja passou então o ano a recuperar e a preparar uma nova oportunidade de corrigir as coisas. No sábado, em Los Angeles, porém, o segundo combate produziu outra derrota para Pantoja, desta vez ao fim de cinco rounds e com um conjunto completo de scorecards dos juízes.
Pantoja lutou com urgência no Crypto.com Arena, avançando repetidamente com golpes e procurando levar Van ao tapete. A abordagem do brasileiro tornou o confronto numa medida muito mais completa de ambos os lutadores do que o abreviado primeiro combate. Mas Van geriu a pressão, defendeu a maioria das entradas de takedown de Pantoja e construiu uma vantagem decisiva no striking. Os scorecards de 50-45, 49-46 e 49-47 deram a Van a decisão unânime e a sua segunda defesa de título do ano. Para Pantoja, o resultado encerrou um longo capítulo de recuperação e revanche sem a inversão que tinha procurado.

A pressão de Pantoja encontrou uma defesa disciplinada
Alexandre Pantoja não permitiu que a revanche se assemelhasse a um regresso passivo ou cauteloso. Fechou repetidamente a distância com golpes e tentou takedowns ao longo do combate de cinco rounds. Essa agressividade criou momentos difíceis no chão, onde Pantoja colocou Van em posições desfavoráveis. Ainda assim, Van trabalhou com calma essas sequências e até tentou uma leg lock contra Pantoja durante a segunda metade do combate. A ação mostrou que Pantoja continuava disposto a impor os seus pontos fortes estabelecidos, apesar do risco físico e competitivo que envolvia a revanche.
Os números divulgados após o combate sublinham por que a iniciativa de Pantoja não se traduziu numa vitória. O UFC Stats atribuiu-lhe 18 tentativas de takedown, mas Van defendeu 13 delas. Van também acertou mais golpes do que Pantoja, por 259 a 152 no total de strikes. Esses totais ajudam a explicar a amplitude da decisão, preservando ao mesmo tempo uma distinção importante: Pantoja criou constantemente engajamentos e procurou o wrestling, mas Van conseguiu responder a suficientes dessas tentativas e fazer mais trabalho sustentado à distância. O round final foi especialmente custoso para Pantoja. Embora o resultado parecesse incerto à entrada do quinto, Van ditou o ritmo durante os últimos cinco minutos e derrubou Pantoja com um cruzado de direita a meio do round.
Uma revanche marcada pela recuperação e por cinco rounds
A derrota tem um contexto diferente do primeiro combate de Alexandre Pantoja com Van. O encontro de dezembro terminou quase de imediato porque Pantoja deslocou o cotovelo após uma queda desajeitada, deixando uma questão óbvia sobre o que um combate mais longo poderia revelar. Sábado proporcionou essa oportunidade. Pantoja teve tempo para atacar, lutar, absorver pressão e trabalhar todos os rounds, mas Van voltou a sair vitorioso. A revanche proporcionou, assim, uma resposta desportiva mais clara sem apagar as circunstâncias do primeiro combate. As quatro defesas de título bem-sucedidas de Pantoja no peso-mosca antes da derrota inicial continuam a fazer parte do contexto de carreira descrito na fonte, enquanto este segundo revés surgiu contra o mesmo campeão após um exame completo de cinco rounds.
- Pantoja tentou 18 quedas, enquanto Van defendeu 13 dessas tentativas.
- Pantoja foi superado por 259-152 em golpes totais e foi derrubado por um cruzado de direita no quinto round.

| Categoria da revanche | Resultado confirmado |
|---|---|
| Pontuações dos juízes | Van venceu por 50-45, 49-46 e 49-47. |
| Duração do combate | Pantoja e Van completaram cinco rounds no UFC 331. |
| Contexto do primeiro encontro | Van venceu por TKO em 26 segundos depois de Pantoja deslocar o cotovelo. |
A revanche de Alexandre Pantoja não ficou marcada pela lesão abrupta que encerrou o primeiro combate. Regressou após a recuperação, avançou e procurou repetidamente quedas ao longo de cinco rounds. Mas a defesa de Van, o maior volume de golpes e um round final mais forte voltaram a deixar Pantoja do lado perdedor. O resultado não transforma o evento numa peça comparativa nem retira Pantoja do seu centro: é o relato de um antigo campeão que procurou uma oportunidade de corrigir uma primeira derrota invulgar, para descobrir que a revanche foi ainda mais conclusiva nos cartões.
Conversa de Luta
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